Portugal entre os países da UE com mais impostos na fatura elétrica doméstica

Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, Portugal foi no primeiro semestre, o quarto país da União Europeia com a componente mais alta de taxas e impostos na fatura da eletricidade.

 

De acordo com o documento informativo dirigido pela ERSE, com base nos dados publicados hoje pelo Eurostat, sobre os preços da energia até junho, “a componente de taxas e impostos, que integra os CIEG (Custos de Interesse Económico Geral), apresenta para Portugal um peso de 46% do preço total pago pelos consumidores”, sendo apenas superado na Dinamarca, Alemanha e Finlândia.

“A componente de taxas e impostos é a quarta mais elevada da Europa, essencialmente devido aos designados CIEG, que resultam de opções de política energética e que representam 27% do preço final”, refere a ERSE.

Não é possível identificar os custos de forma desagregada das taxas e impostos para os restantes países da UE, pois o Eurostat não publica essa informação.

Ao comparar os componentes de energia e redes para o consumidor (na banda de consumo DC, entre os 2.500 e 5.000 quilowatt/hora (kWh) anuais, que é a mais representativa em Portugal), excluindo as taxas de impostos, a ERSE revela que “Portugal está entre os países em que a componente de energia e redes é menor, com preços inferiores aos de Espanha e aos da AE (Área do Euro) e da UE”.

Segundo a análise feita pelo regulador, Portugal registou uma descida dos preços de eletricidade no segmento doméstico, no primeiro semestre deste ano, face ao semestre homólogo de 2019, e uma subida dos preços de eletricidade, no segmento não doméstico.

 Face ao semestre homólogo, o preço médio na banda consumo DC a mais representativa em Portugal para os consumidores domésticos), registou uma redução de 1,4%. Ao passo que, na banda IB (a mais representativas para os consumidores não domésticos), ocorreu um acréscimo de 2%.