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Sputnik: a vacina russa contra a Covid-19 tem 95% de eficácia

Os resultados tiveram como base a experiência de 40 mil voluntários, após 42 dias da injeção da primeira dose. Em janeiro de 2021, o primeiro lote da vacina chegará ao mercado externo

A Rússia anuncia, esta terça-feira, que a Sputnik V, a sua potencial vacina contra a covid-19, tem eficácia de 95%, segundo provaram os resultados preliminares. Desenvolvida pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, em Moscovo, custará menos de 10 dólares a dose (cerca de oito euros).

Os resultados preliminares foram obtidos com voluntários, depois de lhes ter sido administrada a primeira dose, segundo um comunicado do Centro de Pesquisas do Ministério da Saúde russo, que afirma, ainda, que estes dados “positivos” provêm da segunda análise às informações provisórias dos “maiores ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo” da história da Rússia. Foram testados 40 mil voluntários, dos quais 22 mil foram vacinados com a primeira dose e mais de 19 mil com a primeira e a segunda dose. No total, 14 095 voluntários receberam vacina e 4699 o placebo.

Durante as análises, os especialistas russos referem que não detetaram “reações adversas” imprevistas à vacina. Ainda assim, alguns participantes afirmam ter sentido efeitos leves e de curto prazo, como dores no local da injeção e sintomas idênticos aos da covid-19, como febre, fraqueza, fadiga e dores de cabeça.

Fonte: SERGEI ILNITSKY/EPA

O Ministério da Saúde russo e o Fundo de Investimento Direto da Rússia (FIDR) notaram que o preço a que pretendem comercializar a vacina, menos de 10 dólares por dose, é duas vezes menor do que as que utilizam mRMA, que é o caso da Moderna e da Pfizer.

Está previsto que o primeiro lote de Sputnik V chegue, ao mercado externo, em janeiro do próximo ano, com base nos acordos já estabelecidos com parceiros estrangeiros.