CDS questiona o valor que governo irá pagar para a WEB SUMMIT

O partido CDS-PP interrogou o primeiro ministro se Portugal vai “financiar o evento virtual mais caro de sempre”, permanecendo o investimento de 11 milhões de euros à organização da Web Summit, que ao contrário dos outros anos irá decorrer na internet.

O partido quer saber a razão de não ser accionado “o mecanismo que prevê que o acordo não se considera violado se, por motivo de pandemia, se as obrigações nele previstas não forem cumpridas por uma das partes”.

Web Summit que decorre de 2 a 4 de dezembro de forma online.

O deputado João Gonçalves Pereira reflete sobre se existirá “algum estudo económico que demonstre que a edição da Web Summit de 2020, no formato que decorrerá, trará retorno para a economia do país e da cidade de Lisboa”.

Citando o acordo, o deputado refere que, em caso de “um evento de força maior”, no caso de epidemias e pandemias, a “parte afetada não será considerada como tendo violado o contrato, nem será responsabilizada por qualquer incumprimento ou atraso no cumprimento das suas obrigações”. João Gonçalves Pereira afirma ainda que está previsto um reembolso a Portugal por parte da Connected Intelligence Limited caso esta entidade “não cumpra todas as suas obrigações previstas no acordo  para esse ano”.

 

A organização daquela que é considerada a  maior cimeira tecnológica do mundo anunciou que a edição deste ano da Web Summit  decorre entre 2 e 4 de dezembro, vai ser “totalmente online”, devido à pandemia de covid-19.