Fonte: Observador

Défice agrava-se para mais de 7 mil milhões

O défice das contas públicas fixou-se em 7.198 milhões de euros até outubro deste ano. É um agravamento de mais de oito mil milhões face a igual período do ano passado

 

Fonte: Observador

 

O défice das contas públicas agravou-se em mais de oito mil milhões de euros até outubro, face ao mesmo período do ano passado, totalizando 7.198 milhões de euros, anunciou o Ministério das Finanças em comunicado.

O crescimento do défice é justificado pela pandemia de covid-19 e resulta da redução da receita em 6,4% e do aumento da despesa em 5,1%.

Segundo as Finanças, esta situação é resultado dos impactos na economia “associados à redução acentuada da receita fiscal e contributiva” e do acréscimo na despesa associado “às medidas extraordinárias de apoio às famílias e empresas”.

O ministério de João Leão sublinha ainda que “a estes efeitos acresce o impacto da perda de receita contributiva pela isenção de pagamento de TSU [Taxa Social Única], no âmbito do regime de ‘lay-off’ simplificado, apoio à retoma progressiva e incentivo financeiro à normalização da atividade empresarial estimada em cerca 477 milhões de euros até outubro”.

As medidas de ‘lay-off’ (875 milhões de euros), a aquisição de equipamentos de saúde (430 milhões de euros), os apoios da Segurança Social (461 milhões de euros) e outros incentivos extraordinários à normalização (221 milhões de euros) foram os principais motivos pelos quais houve um crescimento da despesa em mais de dois mil milhões de euros, o que levou ao agravamento do défice.

As Finanças destacam ainda o aumento de 35,8% no investimento público na Administração Central e Segurança Social. Este aumento reflete “a forte dinâmica de crescimento associada à Ferrovia 2020, outros investimentos estruturantes e aquisição de material médico para o combate à covid-19 destinado aos hospitais”, indicam as Finanças.

Quanto aos pagamentos em atraso, as Finanças indicam que houve uma redução em 303 milhões de euros face a outubro de 2019 “explicado pela diminuição dos pagamentos em atraso no SNS em 335 milhões de euros.