Fotografia da página oficial do candidato

Tiago Mayan Gonçalves acusa Ministro da Educação de ataque à liberdade

O candidato à presidência da república apoiado pelo Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Gonçalves, acusou hoje Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, de um “ataque à liberdade” de aprender e de ensinar e de fazer um nivelamento “por baixo de toda a população”, avança a agência lusa.

“Não há nenhum tipo de justificação para combate à pandemia que impeça (…) que ocorram aulas ‘online’. Isto é importantíssimo e o senhor Presidente da República tem de sair imediatamente do seu silêncio cúmplice e fazer ver que o estado de emergência, que ele próprio decretou, não permite isto”, frisou Tiago Mayan.

O candidato à presidência, começou o último dia de campanha eleitoral, a censurar a forma como ocorreu o encerramento das escolas. Aproveitou também para criticar o ministro Tiago Brandão Rodrigues e o Presidente recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa.

“O senhor Presidente da República tem de fazer ver ao senhor ministro da Educação que o estado de emergência decretado não permite o ataque à liberdade de aprender e de ensinar. O que vimos ontem (quinta-feira) do senhor ministro é um ataque direto a estes direito fundamentais dos cidadãos e não pode ser aceite”, afirmou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal

Mayan qualificou a conferência de imprensa do ministro como “inenarrável” e um “símbolo do que tem sido o desempenho deste Governo nos últimos tempos”. E acrescentou que estas medidas só demonstram a impreparação do governo e o desprezo pela iniciativa privada e pelos direitos fundamentais dos cidadãos.

“Isto é um ataque à possibilidade de as escolas privadas poderem, por exemplo, exercer ‘online’ a lecionação dos alunos. As próprias escolas públicas, tendo essa capacidade, poderiam fazê-lo”, sublinhou.

Tiago Mayan Gonçalves considerou incompreensível a suspensão das atividades letivas, quando o Governo no início deste ano letivo prometeu, assegurar os recursos informáticos caso fosse necessário implementar como ocorreu em abril, o ensino à distância. E, reforçou, o que o “senhor ministro preconiza é o nivelamento por baixo de toda a população, sem nenhum tipo de justificação e sem nenhum tipo de cobertura com o atual estado de emergência”.

Hoje, à hora de abertura das escolas, o decreto que regulamentava as novas medidas anunciadas ainda não tinha sido publicado. Portanto, isto é um sinal que este Governo já nem o momento consegue gerir adequadamente”, salientou.

Na sua opinião, o “nivelar por baixo” não pode ser uma estratégia e que não se podem simplesmente antecipar umas férias”.