PSP detém homem condenado por agredir polícias em 2017

A PSPS deteve na segunda feira, em Loures, no distrito de Lisboa um homem de 28 anos condenado a prisão por ter agredido polícias em 2017 nas festas do Catujal.

De acordo com as forças policiais, o homem que andava fugido foi detido na União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação e vai cumprir uma pena de prisão efetiva de oito anos e seis meses pela prática de dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada e dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.

Em agosto de 2018 quatro jovens foram condenados a penas efetivas até oito anos e meio de prisão a três policias que faziam segurança no arraial em Catujal. Os agentes policiais foram feridos violentamente com pedras, pontapés e murros pelos cinco arguidos, com idades entre 19 e 25 anos, “os quais integravam um grupo composto por, pelo menos, 10 indivíduos”.

O Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) adianta que o homem, que se encontrava em fuga, foi encaminhado ao Estabelecimento Prisional de Lisboa para cumprimento da pena.

“Graças à persistência e perseverança dos polícias, o arguido foi localizado e detido em virtude de o mesmo alternar com frequência o seu paradeiro e abrigar-se em várias residências do concelho de Loures e Odivelas”, avança o Cometlis.

A PSP lembra que os restantes três membros do grupo já se encontram detidos e a cumprir as respetivas penas.

Na leitura do acórdão, que decorreu no Tribunal de Loures, o presidente do coletivo de juízes, Rui Teixeira, absolveu um dos cinco arguidos e afirma que quem age desta forma “sabe que o resultado final pode ser a morte”, razão pela qual foram condenados pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada, além do crime de ofensa à integridade física qualificada

“Os quatro cometeram os crimes de homicídio qualificado na forma tentada, pois quem atira pedras como vocês atiraram e agride com joelhadas na cabeça, sabe necessariamente que o resultado possível é a morte”, vincou o juiz Rui Teixeira, na altura.

Os quatro arguidos foram ainda condenados a pagar 15.000 euros a dois dos polícias, que se constituíram assistentes no processo, por danos não patrimoniais, e mais de 6.000 euros aos mesmos dois agentes policiais, por danos patrimoniais.