Vespa

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Vespa Asiática causa quebras até 50% na produção de mel

A vespa asiática provocou quebras de 40 a 50% na produção de mel, o aumento das despesas de manutenção dos apiários e a diminuição da polinização, adiantou hoje a agência lusa. A quebra de produção não é transversal a todo o país, sendo que a que a vespa está localizada no Norte.

Para além da diminuição da produção, a espécie causa também, o aumento das despesas na manutenção dos apiários. Estes estão relacionados, com a necessidade dos apicultores de se deslocarem mais vezes às colmeias, para prestar uma assistência quase continua às abelhas. A somar aos gastos com as deslocações está ainda a alimentação das abelhas..

Os processos de produção de colmeias e renovação dos enxames, foram também afetados pela vespa asiática. Por norma estes processos ocorriam na primavera, e agora foram antecipados, para que não ocorresse em simultâneo com a época de incidência da vespa asiática.
Este adiantamento da época, dificulta o trabalho dos apicultores porque o tempo é mais frio e têm de criar estruturas mais quentes para ter as abelhas. Todas estas mudanças, aumentam as despesas, afetando muitos apicultores, que agora estão sendo obrigadas a desistir da profissão.

João Valente, presidente da Associação de Apicultores do Norte de Portugal, ressalvava a necessidade das autoridades prestarem a devida atenção ao assunto, sendo que as ações de destruição de ninhos, efetuadas pelas camaras municipais por todo o país, nãos serão suficientes para conter a praga . “O problema resolvia-se se houvesse uma“ perseguição organizada “à vespa, algo que não existe porque cada município faz o que pode e quando pode”, afirma.

A vespa asiática, dá indícios da sua presença em Portugal desde 2011, e exerce uma ação destrutiva sobre as colmeias e pode até constituir perigo para a saúde pública. A destruição das abelhas, provoca uma diminuição da polinização, em virtude de um decréscimo de insetos.

“A diminuição da polinização é de uma importância enorme. E essa é que deve ser a preocupação a ter agora em conta e não só quando perceber que as macieiras não têm maçãs, por exemplo ”, acrescentou João Valente.