Calçada portuguesa candidata a Património Cultural Imaterial Nacional

A calçada portuguesa é candidata a Património Cultural Imaterial Nacional. A proposta apresentada hoje na Câmara de Lisboa, tem como objetivo preservar e valorizar este pavimento que tem vindo a ser ameaçado.

A cerimónia contou com a presença de representantes da Associação Calçada Portuguesa, promotora da candidatura, e do município de Lisboa, cidade onde a calçada tem mais visibilidade.

António Prôa, secretário-geral da Associação Calçada Portuguesa, apresentou a candidatura para a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

O secretário identificou a diminuição de calceteiros, a falta de manutenção e a má construção, a existência de outro tipo de pavimentos, e a queda das indústrias extrativas e de transformação da pedra como as principais ameaças.

Esta profissão tem vindo a diminuir ao longo dos anos. Em 1927 existiam na cidade de Lisboa 400 calceteiros, enquanto que no ano passado eram apenas 18, sendo que apenas 11 estavam no ativo.

Ainda assim, os promotores da candidatura acreditam ter as condições necessárias para impulsionar a calçada enquanto “elemento distintivo e identitário”.

António Prõa admitiu que o objetivo final é, a curto prazo, apresentar uma candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, afirmou ser “um dia muito especial”, uma vez que a calçada portuguesa “faz parte da identidade da cidade”, comprometendo-se a apoiar todas as iniciativas estabelecidas.