Covid19: DGS assegura que quem já esteve infetado pode ser vacinado

Os indivíduos que tinham contraído a doença foram excluídos da primeira fase devido à escassez de vacinas

Segundo um comunicado que foi enviado à Lusa, a Ordem dos Médicos fez uma denúncia, a propósito do relatório do Centro Europeu para o Controlo de Doenças (ECDC), que referia que Portugal e a Islândia eram os únicos países que não incluíam pessoas anteriormente infetas pelo coronavírus. Em resposta, a DGS diz que o tema se encontra “em constante monitorização”.

“Em Portugal, as pessoas que recuperaram da infeção por SARS-CoV-2 vão ser vacinadas. Não se trata de não vacinar os recuperados. No entanto, neste momento, encontramo-nos num cenário em que o número de vacinas ainda é limitado. Por isso, num contexto de escassez, devem ser priorizadas as pessoas com maior risco de contrair a infeção por SARS-CoV-2 e que não tenham ainda tido a possibilidade de desenvolver resposta imunológica”, explicita a DGS.

Assim que mais vacinas fiquem disponíveis, a vacinação de pessoas recuperadas da doença poderá iniciar-se, garante a DGS, que sublinha o “princípio de maximização do benefício”, face à escassez de vacinas. Para o segundo trimestre, está já previsto um amento das entregas de vacinas, de acordo com a ‘task force’ responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19.

Fonte: TVI24

Relativamente aos dados que referem reinfeções por SARS-CoV-2 a nível mundial, a DGS argumenta que o número “é muitíssimo baixo” e que as “pouquíssimas reinfeções são habitualmente quadros clínicos ligeiros” da doença.

“Os estudos têm mostrado que a imunidade adquirida após a infeção por SARS-CoV-2 é duradoura e protege de reinfeções, pelo menos com a mesma eficácia que as vacinas (ou até com mais eficácia)”, refere a autoridade nacional de saúde. “A infeção natural pode conferir imunidade até para as novas variantes e por mecanismos adicionais do que a mera produção de anticorpos”, acrescenta a DGS.

Portugal registou 820.716 casos de infeção, dos quais 16.843 são vítimas mortais, segundo o mais recente boletim da DGS.